Cientista aponta o possível principal problema de segurança dos carros autônomos

Em um mundo cada vez mais conectado, as ameaças digitais passam a ser questões cada vez mais pertinentes, como nós já mostramos aqui. Os desdobramentos desse problema apontam para vários lados, e muitos já preveem como será complexa a relação entre a segurança digital e os veículos autônomos, uma realidade cada vez mais próxima.

Segundo Simson Garfinkel, um dos fundadores da Sandstorm Enterprises, o ataque dos hackers é um dos principais fatores que ameaça a segurança desses automóveis e de seus ocupantes. Mesmo que os veículos autônomos tenham a premissa da segurança física como uma grande cartada, o que poderá de fato afetar a integridade das pessoas não serão falhas humanas, mas interferências maliciosas. Simson chamou a atenção para esse problema em uma coluna publicada no MIT Technology Review.

Carros autônomos e sua segurança. Blog - Futurecom

O cientista comenta que não existem indícios ainda de que algum grupo de hackers já visem os carros autônomos como alvo. No entanto, ele traz exemplos consistentes em que cientistas conseguiram burlar sistemas de segurança altamente desenvolvidos, dentro do seus laboratórios. Um desses casos seria o estudo de um grupo de pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, em que foi possível corromper o sistema de navegação do veículo Tesla S, fazendo com que o carro não detectasse objetos próximos e criando pontos-cegos falsos.

Atualmente, os desafios para as empresas que estão desenvolvendo esses veículos é tanto criar softwares inteligentes que façam com que os automóveis se relacionem de forma eficiente e segura com o espaço, quanto pensar em como proteger seus sistemas de invasores. Apple, Google, Intel e NVIDIA são algumas empresas de tecnologia que estão apostando no desenvolvimento dos softwares para os carros autônomos.

Garfinkel ainda traz outro caso em que sistemas de segurança de alta geração foram burlados. Em um experimento realizado por cientistas da Carnegie Mellon University, foi possível enganar um sistema de reconhecimento facial codificado com algoritmos dos mais complexos. “Bastou” a utilização de um óculos com um padrão específico impresso nas lentes, o que fez com que o sistema de segurança identificasse algo que não estava realmente a sua frente.

Em suma, as palavras do cientista chamam atenção para o fato de que, com os carros autônomos, novos aspectos da segurança deverão ser pensados. Não apenas o que será da ordem do físico deverá ser levado em consideração, como nos carros convencionais, mas também o digital e codificável. Como comenta o porta-voz do Uber, Sarah Abboud, “à medida que a tecnologia autônoma evolui, o modelo de ameaça faz o mesmo, o que significa que alguns dos problemas de segurança de hoje provavelmente serão diferentes dos abordados em um ambiente verdadeiramente autônomo.”

Segurança no ambiente digital é um assunto que o Futurecom trata com extrema relevância e sempre contempla em suas discussões. Para ficar por dentro de todas as principais pautas desse tema, acompanhe de perto o maior e mais qualificado evento de TI, Internet e Telecom da América Latina. O Futurecom 2017 acontece entre os dias 2 e 5 de Outubro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Por redação Futurecom, com informações de The Brief.