Entrevista com João Moura, Presidente da Telcomp

Competidoras ganham espaço nas telecomunicações

João Moura, da TelComp, destaca a atuação de operadoras pequenas e médias na banda larga

As operadoras pequenas e médias têm conquistado um espaço cada vez mais importante no mercado de telecomunicações.

“Nos últimos dois anos, vem se consolidando um modelo de cooperação e combinação de esforços e recursos entre novas operadoras de rede de transporte e de redes metropolitanas, apoiando um grande número de provedores de internet regionais”, afirmou João Moura, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp), em entrevista exclusiva ao Futurecom All Year.

Moura destacou que, em 2016, as operadoras competitivas responderam por cerca de 60% das adições líquidas do mercado brasileiro de banda larga.

No primeiro semestre, a participação delas nas adições líquidas ficou próxima de 80%.

“É uma combinação de uma nova oferta, uma oferta revitalizada, com um mercado carente, apesar das circunstâncias econômicas não serem as mais favoráveis”, disse o presidente da TelComp.

As empresas de serviços via internet, também chamadas de over-the-top (OTT), também têm mudado a dinâmica do mercado.

“Embora, por um lado, elas venham corroer receitas de serviços tradicionais de telecomunicações, por outro lado elas geram uma demanda por entretenimento e aplicações de todo tipo, impensáveis alguns anos atrás”, afirmou Moura.

Ele acrescentou que as OTTs criam demanda por conectividade de qualidade.

Digitalização

A transformação digital é uma longa jornada para as empresas de telecomunicações que não nasceram digitais, conforme destacou o executivo.

Em primeiro lugar, elas precisam reinventar sua carteira de produtos. “Com parcerias, as operadoras precisam trazer para seu portfólio novas aplicações, novos recursos para ofertarem aos clientes”, disse.

Em segundo, precisam repensar a forma de gerir suas redes. “Só assim podem se beneficiar dos novos recursos da tecnologia digital que possibilitam, por exemplo, planejar redes com muito mais eficiência, fazer uma melhor alocação de capex (despesas de capital) e modernizar os recursos de rede para atender a demandas cada vez mais especificas da camada de aplicação” explicou.

Para saber mais, assista à entrevista exclusiva em vídeo de João Moura, da TelComp, ao Futurecom All Year.

 

Por Renato Cruz