Entrevista com Miguel Pinto, sócio da EY

‘Operadoras precisam fornecer mais do que conectividade’

Miguel Pinto, da EY, defende a criação de novos modelos de negócio a partir de análise de dados

A entrada de empresas de internet no mercado de telecomunicações fez com que as operadoras perdessem receita de serviços como voz e mensagens de texto.

Atualmente, o setor discute como pode se reinventar para não perder espaço para as chamadas OTTs (sigla de over the top).

Miguel Pinto, sócio da EY, acredita que é indispensável para as operadoras pensar em modelos negócios que vão além da conectividade.

“Recentemente vimos grandes movimentações na indústria, com a AT&T comprando a Time Warner. Isso é um passo gigante no sentido de as empresas não serem apenas um fornecedor de conectividade, mas também um distribuidor de conteúdos únicos. Na minha opinião, as empresas deverão entregar muito mais do que conectividade no curto prazo”, diz o consultor, em entrevista exclusiva ao Futurecom All Year.

Ele identifica uma série de oportunidades a ser explorado pelas empresas do setor que desejam criar novos valores.

Para isso, as operadoras precisam associar as informações dos clientes com ferramentas tecnológicas como big data e análise de dados.

“Com esses dados, as operadoras podem transformar áreas como transporte, saúde e segurança. Tanto fornecendo esses novos serviços como disponibilizando essas informações para outras empresas que possuem soluções nessas áreas”, completa.

Competição

A primeira etapa que deve ser cumprida por empresas do setor que querem se preparar para este novo cenário, segundo Pinto, é reconhecer seus verdadeiros competidores.

Para o executivo, essa etapa de identificação tem se tornado cada vez mais complicada com as novas tecnologias.

Para o consultor, a solução desse e de outros desafios antigos, como recuperar o investimento em infraestrutura, está baseada na inovação.

“As empresas precisam ter essa capacidade de inovar e de criar novos conceitos. Assim, os investimentos se pagam e o mercado torna-se interessante para os investidores”, disse.

Para saber a opinião de Miguel Pinto sobre o que o setor de telecomunicações deve fazer para enfrentar os desafios assista à entrevista em vídeo para o Futurecom All Year.

 

Por Mariana Lima e Renato Cruz