Entrevista com Patrícia Vello, presidente da Ciena no Brasil

Novos cabos submarinos devem tornar conectividade mais acessível

Patricia Vello, da Ciena, fala sobre o projeto Monet, que liga o Brasil aos EUA

O mercado de cabos submarinos recebe uma nova onda de investimentos. Segundo Patricia Vello, presidente da Ciena no Brasil, isso deve reduzir o custo da conectividade no País.

“Houve implantações de cabos submarinos há 10 ou 15 anos e, recentemente, começamos a ter vários anúncios de novos projetos, que aumentam bastante a capacidade internacional”, afirma a executiva, em entrevista exclusiva ao Futurecom All Year.

A Ciena foi contratada pela Angola Cables para participar do projeto Monet, que conecta o Brasil aos Estados Unidos. Várias operadoras têm fibras no cabo Monet.

Patricia comenta o aumento da capacidade dos equipamentos de comunicações ópticas: “Dez anos atrás, a capacidade era de 32 a 40 canais de 10 gigas (gigabits por segundo) no máximo por par de fibras. Neste momento, é possível ter 17 teras (terabits por segundo) de capacidade num par de fibras”.

Redes definidas por software

A presidente da Ciena também destaca a importância da tecnologia SDN (sigla em inglês de rede definida por software).

Na sua visão, a tecnologia vai mudar o mercado de telecomunicações tanto do ponto de vista do cliente final quanto da operadora.

Os usuários finais terão acesso a muito mais serviços por meio de um único equipamento.  “Imagine o CPE (sigla em inglês de equipamento nas instalações do cliente) como um computador com interface de fibra óptica, com capacidade de aceitar vários aplicativos”, explica.

Segundo Patricia, as operadoras poderão reduzir seus gastos operacionais, pois a tecnologia SDN facilita a operação da rede.

“Hoje, se há quebra de um par de fibras, para saber quais usuários das diversas tecnologias e aplicações são afetados, a operadora precisa ter múltiplos sistemas de gerenciamento, coordenados em camadas separadas”, diz Patricia. “O SDN traz um gerenciamento fim a fim do usuário, com automatização do provisionamento e de possíveis mudanças.”

A tecnologia ainda está em fase de testes ou de pequenas implantações nas operadoras brasileiras.

Para saber mais, assista à entrevista em vídeo de Patricia Vello, da Ciena, ao Futurecom All Year.

 

Por Renato Cruz