EUA: streaming garante 51% da receita do mercado musical

Desde 2016 os streamings de músicas passaram a representar mais da metade da receita da indústria da música nos Estados Unidos. Os dados são do novo relatório da RIAA – entidade que representa boa parte das empresas componentes do segmento norte-americano. Ao todo, dos US$ 7,7 bilhões gerados em 2016, cerca de R$ 24 bilhões, US$ 3,9 bilhões (R$ 12,2 bi), ou 51,4% do total, foram receitas com streaming. Incrível, não?

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Bons exemplos desse índice são os serviços como Spotify, Tidal ou Apple Music, que assistiram o número de assinantes mais do que dobrar (109%), de uma média de 10,8 milhões em 2015 para 22,6 milhões no ano passado. Além deles, outras categorias de streaming também ascenderam, mesmo que em níveis mais modestos. O faturamento com rádios online, por exemplo, aumentou 10%, para US$ 884 milhões (cerca de R$ 2,8 bi).

Na contramão, os downloads permanentes e a venda física de discos mantiveram a trajetória de queda, com recuo de 16% na comparação anual. Tal segmento, que era mais da metade do mercado até o ano de 2010, representou 21,8% das receitas em 2016 (era 29% em 2015). A venda de CDs, que são 70% das vendas físicas, caiu 21%.

Outras informações sobre streaming

Um levantamento da companhia Sandvine, feito em 2015, demonstrou que, nos Estados Unidos, 70% do tráfego de dados em horários de pico, referentes a entretenimento em tempo real, é streaming. Segundo os dados, apenas o Netflix ocupa 37,05% do total de tráfego de dados, já o Youtube, 17,85%. As redes sociais, tem um percentual bem menor nessa fatia, apenas 5,15% (2,53% Facebook). Esses dados citados são referentes aos acessos em computadores e notebooks, já entre os acessos mobile, o Youtube lidera com uma larga escala, 20,78%, contra 15,96% do Facebook , que ficou comosegundo colocado. O Netflix, líder entre os fixos, ocupa apenas 3,44% do tráfego total.

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