Futurecom 2016: saiba o que aconteceu no terceiro dia do evento

As atividades da 18a edição do Futurecom começaram às 09h30 da manhã com diversos painéis que, entre outros pontos, abordaram discussões acerca de segurança digital e smart cities

O presidente da Anatel, Juarez Quadros, iniciou a programação do dia com um premium keynote no auditório Brasil. Quadros destacou a necessidade dos procedimentos regulatórios focarem em resultados positivos para a rede. “Apenas 26% dos domicílios brasileiros possuem acesso à banda larga. Na regulamentação precisamos pensar em infraestrutura para atender melhor a essa parcela da sociedade que ainda não é atendida”, ressaltou.

Em consonância com suas pontuações iniciais, o presidente do órgão regulador explicou que o formato da regulamentação deve ser debatido para não onerar o consumidor e nem as operadoras. “Os serviços de telecom são caros para os consumidores porque a carga tributária é alta para as operadoras, então precisamos rever alguns pontos em conjunto”. De acordo com Quadros, uma das atuais soluções apresentadas pela dinâmica do mercado é o trabalho dos provedores regionais, que promovem a competição entre os players e, consequentemente, melhoria na qualidade dos serviços ofertados.

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Logo em seguida, o auditório Brasil foi palco de um importante momento da programação: o Painel dos Presidentes. Com a mediação da jornalista Heloísa Magalhães, do jornal Valor Econômico, os executivos da Vivo, Algar, Claro, Net, Embratel, TIM, Oi, e também os representantes da Anatel e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações debateram os pontos improrrogáveis da nova política setorial das telecomunicações.

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Nesse contexto, o Secretário de Telecomunicações, André Borges, pontuou que a posição do Ministério é debater a possibilidade de transferir a onerosidade das concessões para autorizações, o que, segundo ele, favoreceria o mercado e também as políticas públicas de conectividade. Igor Vilas Boas, representante da Anatel, concordou: “os órgãos reguladores precisam ser mais ativos em termos de governança – e a Anatel se inclui nisso. Precisamos debater mais, entender mais as necessidades dos usuários e também as possibilidades das teles para melhorar o cenário para todos”.

Novamente a competitividade entre as OTTs e as teles foi colocada em pauta. O assunto tem sido abordado desde o primeiro dia do Futurecom 2016 e, dessa vez, quem destacou o assunto foi Aluizio Byrro, Chairman da Nokia na América Latina. “Tanto as OTTs como as teles são fundamentais para nós fabricantes, por isso devemos estabelecer maneiras de tornar a competição mais saudável, caso contrário ela será sempre predatória, e o segmento inteiro sairá perdendo dessa maneira”.

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Dando continuidade ao congresso internacional do Futurecom, o tema smart cities foi abordado durante a tarde dessa quarta-feira. Empresas desenvolvedoras de tecnologias se reuniram para apresentar aos congressistas suas visões sobre o tema. Fábio Marques, representante da GSMA no painel, apresentou uma das principais funcionalidades das cidades inteligentes: a informação. “Se você não coleta dados, você não entende o ambiente, e se você não entende o ambiente, você não consegue melhorá-lo, eis uma das principais características das cidades inteligentes: gerar informações capazes de realizar mudanças”, ressaltou.

Outro ponto bastante citado foi a necessidade de haver colaboração entre os diferentes segmentos para viabilizar projetos de cidades inteligentes no Brasil. “Os projetos precisam ser concebidos em conjunto. Governo, sociedade civil e a iniciativa privada precisam trabalhar juntos para garantir a implementação dessas tecnologias”, explicou Luiz Carlos Faray de Aquino, painelista da Oi.

A programação do Futurecom 2016 continua amanhã, dia 20, contando com eventos paralelos como, por exemplo, o FbStart, com a presença da equipe do Facebook, e também e o 5G Americas Summit, que receberá especialistas internacional de telecomunicações, incluindo representantes de órgãos reguladores, consultores e analistas de inteligência de mercado da região para discutirem o presente e o futuro das tecnologias sem fio e os padrões para o desenvolvimento da sociedade na América Latina. Visite-nos.