Ginga: como está a TV digital brasileira

Tv digital Ginga

Imagem: Reprodução/Planet Tech

Você já pensou como seria útil ter na tela da TV informações extras sobre os jogadores de uma partida de futebol ou a tabela do campeonato? Dados sobre esportes, filmes, novelas e até mesmo publicidade já podem ser acessados nos televisores brasileiros graças ao Giga, um projeto que foi pensado pela PUC-Rio e pela UFPB já no começo dos anos 2000, antes mesmo das Smart TVs fazerem sucesso.

Esse middleware, que roda entre o sistema operacional e os aplicativos, foi adotado pelo Sistema Nipo-Brasileiro de TV Digital, o ISBD-T e pode ser instalado tanto em TVs e em set-top boxes quanto em smartphones. A proposta do Ginga é colaborar com a inclusão digital e com a troca de conhecimento, fornecendo suporte a conceitos como o t-government, o t-health e o t-learning.

Um projeto que engatinha

De acordo com uma resolução do Ministério das Comunicações, 75% de todos os televisores fabricados no Brasil a partir de 2013 precisarão ter o Ginga instalado – este porcentual deve subir para 90% já em 2014. Mas não há apenas uma resistência por parte dos fabricantes, que colocam cerca de R$ 300 a mais no preço final de cada aparelho.

Em uma pesquisa de fevereiro de 2012, um pouco mais de um ano atrás, consta que as emissoras brasileiras com sinal digital subutilizam as possibilidades do Ginga. Apenas 20% da interatividade oferecida estaria sendo aproveitada. A Rede Gazeta oferece um serviço de meteorologia com previsões semanais e que pode ser ajustado conforme a sua região. Ferramenta semelhante é utilizada pela Rede TV, que ainda oferece uma grade de programação, informações sobre programas e um feed de notícias. Além de todos esses itens oferecidos pela Rede TV, o SBT ainda conta com uma janela de anúncios.

Ginga com ou sem internet?

Com o sinal digital, informações sobre personagens de filmes, dados sobre campeonatos e extras são recebidos normalmente, junto com a imagem da TV. A história muda quando você deseja, por exemplo, participar de uma enquete. Afinal, o sinal da TV não tem retorno, sendo necessário então ter uma conexão à internet.

Em algumas SmartTVs e em alguns apps do próprio Ginga, é possível acessar redes sociais e até mesmo realizar transações bancárias, atividade chamada de t-banking. Assim, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) vem a calhar, complementando as funcionalidades do Ginga e fornecendo a tão almejada inclusão digital.

TV Digital

Obviamente, o sucesso do Ginga está intimamente ligado à disponibilidade de sinal digital no país. Dados do Censo de 2010 apontam que apenas 433 municípios, de um total de 5509 do país, têm acesso a esse sinal. Contudo, a tendência é que este cenário melhore. Com a implementação da internet móvel 4G, a rede de espectros hoje utilizada pela TV analógica precisa ser desocupada para dar vazão à internet móvel. Assim, estima-se que até 2018 o país tenha o sinal digital disponível em 100% de seu território, possibilitando que a TV analógica seja extinta e que o projeto Ginga seja, enfim, aproveitado como um todo.

Fontes: Ginga.org, Tecnologia IG, Inovação Tecnológica